Saúde e Dieta

Ovo faz mal à saúde? Saiba aqui o que diz a ciência!

Prático e versátil, o ovo está presente na maioria das cozinhas brasileiras em suas mais diferentes versões: frito, cozidopoché, mexido, além de ingrediente principal em várias receitas práticas e deliciosas. Mas o fato é que esse alimento já foi amado e odiado, ao mesmo tempo, por ser cercado de polêmicas em relação ao real efeito do seu consumo na alimentação.

E a explicação para isso é que, há algumas décadas, estudos sugeriram que o consumo de ovo poderia levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, devido às altas taxas de colesterol, o que deixou muita gente com a ‘pulga atrás da orelha’ em comer o alimento.

Em contrapartida, anos depois, novas pesquisas mostraram que a quantidade de colesterol presente no ovo não se tratava de um nutriente no qual o seu consumo frequente deveria ser uma preocupação, uma vez que o colesterol presente em alimentos naturais não faria tão mal quanto aquele encontrado em alimentos processados (fastfoods, bacon, presunto, biscoitos recheados, linguiça, salsicha, entre outros).

O resultado? No fim das contas, assim como você que chegou aqui nesse post, muitas pessoas ficaram com dúvidas acerca dos benefícios ou malefícios do ovo, que, inclusive, tornou-se a “estrela” principal na dieta de atletas e adeptos ao lifestyle “fitness”, com o intuito de emagrecer e ganhar músculos.

Mas, afinal, ovo faz mal à saúde ou não? Continue lendo os próximos parágrafos para descobrir o que é mito e o que é verdade nessa história. Vamos lá!

Comer muito ovo faz mal?

Com a maior procura de pessoas pela boa forma e ganho de músculos, o consumo de ovo também cresceu na mesma proporção, por se tratar de um alimento super proteico. Foi esse mesmo dado que fez com que cientistas aprofundassem os estudos em torno dos reais benefícios ou malefícios do ovo à saúde e, mais uma vez, deixando o alimento ‘pendendo na balança’. Afinal, comer ovo faz mal ou não? Vamos por partes…

Um estudo mais recente publicado na revista científica JAMA, no começo de 2019, contrariou estudos anteriores (datados por volta de 2015) que afirmaram que o colesterol presente no ovo não faria mal à saúde. Segundo os pesquisadores da Faculdade de Medicina Feinberg, o problema estaria relacionado à quantidade de unidades consumidas por dia.

Para eles, após testes com quase 30 mil participantes feitos por mais de 17 anos, ficou concluído que consumir mais de três unidades de ovo por dia pode sim fazer mal à saúde. Isso por conta do chamado colesterol dietético, que está diretamente associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, tais como AVC (acidente vascular cerebral) e insuficiência cardíaca.

Portanto, se uma pessoa consumir mais de 300 miligramas de colesterol por dia, ela terá uma possibilidade avaliada em 17% no risco de desenvolver doenças cardiovasculares e de 18% em sofrer uma morte prematura.

Isto é, considerando que um ovo normal possui cerca de 185 miligramas de colesterol, a cada metade de um ovo ingerido diariamente, o que equivale a três ou quatro ovos a mais por semana, ela terá um risco 1,1% maior de adquirir uma doença no coração e probabilidade 1,9% maior de ter uma morte prematura por qualquer motivo. Sendo assim, segundo o estudo, quanto mais ovos você consumir, mais riscos à saúde.

Não é à toa que, por muitos anos, vários médicos recomendaram que o nosso consumo de ovos na alimentação não ultrapassasse a barreira das 300 miligramas de colesterol.

Por outro lado…

O que você precisa saber é que esse estudo, apesar de ser um dos mais convincentes até o momento, não é um consenso entre cientistas. O fato é que ele possui algumas limitações que deixaram interrogações da comunidade científica em torno do assunto. Por exemplo, o estudo não levou em conta a individualidade de cada participante, tais como histórico de doenças, quantidade prévia de colesterol no sangue (antes de entrar para o estudo) e, ainda, utilizou dados que dependiam dos relatos que os próprios participantes da pesquisa faziam em relação a sua alimentação, algo que devemos concordar que nem sempre é confiável.

Afinal, nem todas as pessoas são afetadas igualmente pelo colesterol dietético e, mais que isso, a associação entre a quantidade consumida e a quantidade no sangue varia de pessoa para pessoa, dependendo de fatores genéticos e metabólicos, como comentou Norrina B. Allen, professora associada de epidemiologia da Northwestern e principal autora do novo estudo.

Isso quer dizer que algumas pessoas podem comer uma enorme quantidade de ovos e pouco colesterol ir para o sangue. Além disso, o estudo também é questionável no que diz respeitoaos pesquisadores terem analisado métodos variados para coletar as informações da dieta dos participantes e, ainda, terem se baseado em uma medida única de ovo e consumo de colesterol dietético, ignorando a possibilidade de as dietas mudarem ao longo do tempo.

Por isso, a conclusão dos próprios autores do estudo foi que, “apesar de seus pontos fortes, estudos futuros são necessários para entendermos por que temos descobertas conflitantes entre populações, e se há pessoas para quem comer ovos é ruim e outras que não são afetadas”, declarou Norrina B. Allen.

Ovo dá gases? Descubra se é mito ou verdade

Outra dúvida que cerca pessoas que fazem questão dos ovos no seu cardápio diário é se estes alimentos são mesmo capazes de causar os desconfortáveis gases intestinais. E a resposta é SIM! Isso porque, durante o processo de digestão, alimentos ricos em proteínas (como é o caso dos ovos), carboidratos e gorduras costumam produzir gases após serem metabolizados pelo organismo.

Sendo assim, quanto mais difíceis de serem metabolizados pelo organismo, como é o caso de alguns tipos de carboidratos, mais gases esses alimentos devem produzir. Os gases intestinais, por sua vez, são produzidos por milhões de bactérias que vivem no trato digestivo e que participam diretamente do nosso processo digestivo.

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Até a próxima!

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